Trabalhadores dos Correios de nove estados iniciaram, quarta-feira (17), uma greve nacional por tempo indeterminado. O movimento ocorre em protesto contra a falta de reajuste salarial, a ausência de um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a retirada de direitos da categoria.
No Vale do Sinos, a paralisação já provoca impactos significativos. Em cidades como Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapiranga, Campo Bom e Parobé, as unidades de distribuição estão quase totalmente paradas, afetando a entrega de correspondências e encomendas.
De acordo com representantes do movimento grevista, as negociações com a empresa se arrastam há meses sem avanços concretos. “A gente está em negociação com os Correios há cinco meses e não tem uma solução. As únicas propostas apresentadas até agora são de retirada dos poucos direitos que os trabalhadores têm”, afirmou uma das lideranças da mobilização.
A categoria reivindica, além da recomposição salarial, garantias de manutenção dos direitos previstos em acordos anteriores. Enquanto não houver uma proposta considerada satisfatória, os trabalhadores afirmam que a greve será mantida.
Até o momento, os Correios não informaram prazo para normalização dos serviços nas regiões afetadas.



